Quando o assunto é aparelho ortodôntico, muitas pessoas ainda acreditam que o tratamento só começa na adolescência, quando todos os dentes permanentes já nasceram.
Mas a ortodontia evoluiu muito nos últimos anos, e hoje sabemos que esperar nem sempre é a melhor escolha.
É justamente por isso que existe o Julho Laranja, uma campanha criada para conscientizar pais e responsáveis sobre a importância da avaliação ortodôntica ainda na infância.
A boa notícia é que levar uma criança ao ortodontista aos 7 anos não significa que ela vai precisar usar aparelho imediatamente. Na maioria das vezes, essa consulta tem um objetivo diferente: acompanhar o crescimento da face, da mordida e dos dentes para identificar possíveis alterações no momento certo.
Na clínica da Dra. Letícia Fernandes – Ortodontista e Odontopediatra em Campo Grande, essa avaliação é feita de forma individualizada, respeitando o desenvolvimento de cada criança.
O que é o Julho Laranja?
O Julho Laranja é uma campanha nacional que incentiva a avaliação ortodôntica precoce.
Seu principal objetivo é mostrar que muitos problemas relacionados à mordida e ao desenvolvimento facial podem ser identificados ainda durante a infância.
Isso não significa que todas as crianças precisarão iniciar um tratamento ortodôntico.
Na verdade, em muitos casos, o mais importante é acompanhar o crescimento e orientar a família sobre os próximos passos.
Quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores são as possibilidades de planejamento.
Por que a recomendação é aos 7 anos?
Essa é uma das perguntas que os pais mais fazem.
Por volta dos 7 anos, a criança normalmente está passando por uma fase chamada dentição mista, quando dentes de leite e permanentes convivem na boca.
Esse período permite ao ortodontista observar como a mordida está se desenvolvendo e identificar alterações que talvez ainda não sejam percebidas pela família.
É uma fase em que o crescimento ósseo também está acontecendo de forma intensa, tornando possível acompanhar o desenvolvimento da face e dos maxilares.
Por isso, essa idade é considerada um momento importante para uma primeira avaliação.
Avaliação não significa colocar aparelho
Esse talvez seja o maior mito da ortodontia infantil.
Muitos pais evitam levar os filhos ao ortodontista porque imaginam que a consulta terminará com a indicação de um aparelho.
Na prática, isso nem sempre acontece.
Em muitos casos, a criança apenas entra em acompanhamento periódico.
Essas consultas permitem observar como o crescimento está evoluindo e definir se existe necessidade de alguma intervenção futuramente.
Ou seja, a avaliação precoce não serve para antecipar tratamentos sem necessidade.
Ela serve para acompanhar o desenvolvimento da criança de forma responsável.
Quais sinais merecem atenção?
Mesmo sem conhecimento técnico, alguns comportamentos podem indicar que vale a pena procurar uma avaliação ortodôntica.
Entre eles estão:
- dentes muito tortos ou apinhados;
- mordida cruzada;
- mordida aberta;
- dificuldade para mastigar;
- respiração predominante pela boca;
- uso prolongado de chupeta ou sucção do dedo;
- dentes que não se encaixam corretamente ao fechar a boca.
Esses sinais não confirmam que existe um problema, mas merecem uma avaliação profissional.
A ortodontia vai além de alinhar os dentes
Quando pensamos em aparelho, normalmente a primeira imagem que vem à mente é um sorriso mais bonito.
Mas a ortodontia também está relacionada à função.
Durante a avaliação, o ortodontista observa aspectos importantes do desenvolvimento infantil, como:
- crescimento dos ossos da face;
- posicionamento dos dentes;
- relação entre as arcadas;
- forma de mastigar;
- padrão respiratório;
- hábitos que podem influenciar o desenvolvimento da mordida.
Por isso, a consulta não tem foco apenas na estética.
Ela busca compreender como toda a estrutura bucal da criança está se desenvolvendo.
Existe tratamento para todas as crianças?
Não.
Cada criança possui um ritmo de crescimento diferente.
Algumas precisarão apenas de acompanhamento.
Outras poderão se beneficiar de intervenções precoces quando houver indicação clínica.
Também existem crianças que só iniciarão um tratamento ortodôntico alguns anos depois.
Por isso, comparar o desenvolvimento de um filho com o de outra criança não costuma ser um bom parâmetro.
Cada caso precisa ser avaliado individualmente.
Quanto antes a família entende, melhor ela pode acompanhar
Um dos maiores benefícios da avaliação precoce é oferecer tranquilidade aos pais.
Mesmo quando nenhum tratamento é necessário naquele momento, a família passa a compreender melhor como acontece o desenvolvimento da mordida e sabe quais sinais observar ao longo do crescimento.
Essa orientação ajuda a tomar decisões com mais segurança e evita que alterações importantes passem despercebidas.
Mais do que procurar um aparelho, a consulta é uma oportunidade de acompanhar a saúde bucal da criança desde cedo.
Julho Laranja é um convite para olhar além do sorriso
A campanha Julho Laranja não existe para incentivar todas as crianças a usarem aparelho.
Ela existe para lembrar que o desenvolvimento da mordida também faz parte da saúde infantil.
Uma avaliação realizada no momento certo permite acompanhar o crescimento da criança, esclarecer dúvidas da família e, quando necessário, planejar o tratamento mais adequado para cada fase.
Em muitos casos, essa primeira consulta termina apenas com uma orientação e um retorno programado.
E isso também é um resultado importante.
Ortodontista e Odontopediatra em Campo Grande: acompanhamento desde a infância
Na clínica da Dra. Letícia Fernandes – Ortodontista e Odontopediatra em Campo Grande, cada criança é avaliada de forma individualizada, respeitando sua fase de crescimento e suas necessidades.
O objetivo da primeira avaliação ortodôntica não é indicar aparelho para todas as crianças, mas acompanhar o desenvolvimento da mordida e orientar a família com segurança e responsabilidade.
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